Matriz de escolhas: como tomar decisões de forma mais estruturada

A nossa vida é cheia de momentos especiais e decisivos, não é mesmo? 

Isso acontece porque nós, humanos, somos os únicos seres que possuem o poder da escolha. Diferentes dos animais, optamos por onde viver, o que comer, com quem nos relacionar e até mesmo em que língua falar.

Porém, o nosso leque de escolhas para cada momento de vida é grande e, muitos de nós, chegamos a perder o sono com as decisões mais importantes.

A cada escolha que fazemos, renunciamos a outra opção, gerando dúvidas e sentimentos de ansiedade e angústia, já que essa escolha trará consequências para o resto da vida.

Em situações como esta, buscamos referências do que deu certo e errado em nossas experiências passadas ou nas experiências de pessoas que são referência para nós, como nossos pais, cônjuges, amigos, professores, líderes e mentores.

É claro que precisamos separar aquelas decisões mais simples, cotidianas, como qual refeição fazer ou que roupa vestir.

Aqui estamos focando nas decisões mais importantes das nossas vidas como aceitar a promoção de um emprego, aceitar o desafio de um projeto, mudar de casa, trocar de carro, mudar de cidade ou país, casar ou separar, ter filhos, etc.

Porque é tão difícil tomar algumas decisões?

O porquê da Indecisão

Como já falamos, somos responsáveis pelas consequências das nossas escolhas e resultados das mesmas. É difícil tomar uma decisão que pode envolver grandes mudanças em nossas vidas. 

O novo nos assusta. Temos medo de errar ao escolher um caminho que não sabemos onde vamos chegar, o que vamos encontrar no percurso ou se vamos nos arrepender, achando que não fizemos a escolha certa.

Só que  nunca saberemos se esta opção foi melhor que a outra, já que não trilhamos o outro caminho, logo, não sabemos quais seriam os outros obstáculos e os resultados obtidos.

O mais importante em uma decisão é nos priorizar, escolher o que faz mais sentido para nós. Não é legal fazer uma escolha sobre algo que mudará nossa vida pensando nos outros.

As escolhas no Cérebro

Segundo o autor Daniel Kahneman, do livro “Rápido e Devagar: duas formas de pensar”, nós temos dois sistemas de processamento cerebral. Eles não fazem parte da estrutura fisiológica do nosso cérebro, como já abordado no artigo “Os sabotadores e a falta de acabativa”, são apenas uma forma de entender seu funcionamento. 

O que ele chama de sistema 1 é o modo automático, intuitivo e rápido. Geralmente esse sistema não gasta energia ou esforço para as tomadas de decisões. Ele é o responsável por muitas escolhas automáticas e simples que fazemos e, também, por nossos julgamentos. Cerca de 90% das nossas decisões são tomadas de forma intuitiva, de acordo com o habitual, sem grande esforço para a escolha.

O que o autor chama de sistema 2  é a nossa parte racional, reflexiva, analítica e lógica. Os momentos ou atividades mentais ligadas a cálculos complexos, experiências diferentes e a concentração são acionados por esse sistema. As decisões mais importantes de nossas vidas são processadas no sistema 2, logo, levam mais tempo para serem tomadas e envolvem mais análises e reflexões para acontecer.

Matriz de Escolhas

Entendemos que, para decisões importantes de nossas vidas, precisamos fazer escolhas estruturadas, analisando cada detalhe com calma e não por impulso, já que esta poderá refletir no resto de nossas vidas.

Por isso, eu estudei bastante sobre o tema e encontrei ferramentas muito interessantes, como por exemplo, a Matriz de Escolhas.

O objetivo desta matriz é entender o que é mais importante para nós e o quanto cada fator é relevante para fazermos uma escolha consciente.

Assim, conseguimos ponderar os riscos e oportunidades de cada escolha, identificando os pontos fortes e fracos de uma ideia.

Para iniciar a montagem da matriz, precisamos ter claras as opções pelas quais vamos escolher, por exemplo morar em casa ou apartamento. 

Também é importante saber os principais fatores que influenciam esta decisão, os mais importantes, que dão valor ao que procuramos.

Assim, conseguiremos dar o peso adequado à importância ou benefício de cada fator, facilitando a definição pela opção que tiver mais fatores ao nosso favor.

Com essas informações em mãos, vamos à matriz de escolhas:

  1. Em uma planilha, crie a coluna de FATORES, com os aspectos mais importantes para você. No exemplo de compra de uma casa ou apartamento, os principais fatores poderiam ser segurança, área de lazer e comércio próximo.
  1. Na segunda coluna, coloque o PESO que representa o quanto cada fator é importante para você, para o seu momento de vida, atribuindo o valor de 1 a 10. Seguindo com o exemplo da casa ou apartamento, o fator segurança é muito importante, então poderia ter o peso 10.
  2. Em seguida, acrescente suas opções de escolha em colunas separadas, crie quantas forem necessárias (OPÇÃO 1, OPÇÃO 2, OPÇÃO 3…). Nestas colunas você irá pontuar com valores de 1 a 10 cada fator de acordo os benefícios  que esta opção traz para você. No mesmo exemplo, o fator segurança em uma casa teria a pontuação 6, já no apartamento teria 8.
  3. Após a definição da importância de cada fator e do retorno que cada opção de escolha traz para cada fator, chegou a hora de multiplicar esses valores. Ou seja, multiplique o peso de importância do fator pela nota do mesmo dentro de cada opção de escolha. Em nosso exemplo, o fator segurança teria uma nota 60 para a casa e nota 80 para o apartamento.
  4. Ao final, some os resultados de cada fator (exemplo: segurança, área de lazer e comércio próximo) em cada opção de escolha.
  5. A opção que tiver a melhor nota final provavelmente será a que melhor atende às suas necessidades.

Para ficar mais claro, segue abaixo a imagem da Matriz de Escolhas.

Conclusão

Como tudo na vida há uma solução, a partir de agora, também podemos fazer escolhas importantes sem sofrimento e com tranquilidade. 

Tomaremos nossas decisões de forma consciente e estruturada, sem grandes medos do futuro, agindo sempre em direção dos nossos objetivos.

Importante lembrar: nós fazemos sempre a melhor escolha para aquele momento. Por isso, se no futuro você perceber que não foi uma boa escolha, comece tudo de novo. Jamais se arrependa de uma escolha que fez.

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir”.

Cora Coralina

Gostou deste conteúdo? Fique de olho porque sempre tem novidades por aqui, tratando sobre iniciativa, planejamento, organização, foco e, o mais importante: a acabativa.

Se o seu sonho é SMART, você pode transformá-lo em realidade!

Você se considera uma pessoa realizadora?

Neste artigo, vou trazer uma ferramenta que vai te ajudar a realizar seus sonhos ou concluir seus planos desde os primeiros passos.

Para isso, primeiramente, precisamos listar todos os nossos sonhos e objetivos.

Uma dica interessante é escrevê-los à mão, porque quando fazemos assim, pensamos melhor sobre o que estamos escrevendo e nos aproximamos dos nossos sentimentos. Mas se preferir digitar do que escrever à mão, não tem problema, o importante é relacionar tudo.

Nós vamos entrar no detalhe de cada sonho ou objetivo mais pra frente, por isso, não se preocupe se é algo que não será realizado agora ou se é um sonho que você nem se imagina realizando. Apenas não os descarte por enquanto.

Vamos lá?

Sonhos e objetivos transformados em metas

As metas direcionam nossos esforços em busca de algo desejado, seja na vida profissional ou pessoal.

E, para começar, precisamos transformar esse desejo em algo realizável. Então, devemos priorizar cada item da nossa lista de sonhos ou objetivos por grau de importância. Assim, iniciaremos o planejamento pelo item mais importante e o que deve ser realizado primeiro.

Após esta priorização, vamos aplicar a técnica SMART em cada objetivo, assim saberemos se esse o mesmo é realizável.

Metas SMART 

O que significa SMART?

Antes de entrar na parte técnica, gostaria de explicar o que significa SMART.

Smart é uma palavra inglesa que se traduz, em português, como esperto ou inteligente. 

Porém, mais do que transformar nosso sonho em uma meta inteligente, queremos uma meta que se realize.

A técnica SMART

Formada por um acrônimo, SMART é a junção das palavras: Specific (Específica), Measurable (Mensurável), Attainable (Atingível), Realistic (Relevante) e Time-bound (Temporal).

Trazida das disciplinas de Planejamento Estratégico e Gestão de Projetos, a técnica SMART é muito utilizada no mundo corporativo, transformando o que se quer (objetivos ou resultados esperados) em metas definidas.

E, para isso acontecer, devemos passar pelos pontos abaixo:

  • S – Specific (Específica)

Uma meta precisa ser específica, com informações claras e fáceis de entender, para não causar erros de interpretação. 

Então, vamos definir, em detalhes, o que esperamos atingir. 

Por exemplo, se seu objetivo é comprar um imóvel: compraria uma casa ou apartamento, em que local gostaria de morar, qual o tamanho desta residência e quanto você gostaria de investir nela?

Uma dica é contar o objetivo para algumas pessoas e validar se todos o entenderam da mesma forma.

  • M – Measurable (Mensurável)

A meta também precisa ser mensurável, ou seja, fácil de medir o progresso e o resultado. Assim, é possível saber se estamos chegando perto ou se o resultado final é realmente o esperado.

Uma meta não mensurável é como uma competição sem a marcação de pontos e, sem essa medição, fica difícil saber se a direção que estamos seguindo é realmente a melhor.

Por isso, vamos definir quais são os pontos dessa jornada.

Utilizando o exemplo da compra do imóvel, os pontos podem ser: economizar a quantia de dinheiro necessária para dar a entrada no financiamento e receber as chaves.

  • A – Attainable (Atingível)

Quando falamos de uma meta realizável, precisamos saber se ela é realmente alcançável, possível de ser atingida. 

As metas devem ser desafiadoras e nunca impossíveis. Quando são muito difíceis podem causar desmotivação ou frustração. 

Neste momento é importante termos o discernimento para entender que tudo é possível de se realizar, porém, no tempo certo. E se a meta não for atingível agora, podemos guardá-la para um segundo momento.

  • R – Relevant (Relevante)

Uma meta precisa ser relevante para a missão e os valores de quem a está planejando, por isso, acredito que este seja o principal atributo da técnica SMART.

Precisamos avaliar o que realmente é importante para nós, para o nosso negócio ou para a nossa equipe. 

  • T – Time-bound (Temporal)

Agora que já transformamos nosso sonho ou objetivo em algo específico e mensurável e sabemos que é atingível e relevante para nossa missão, precisamos definir quando esta meta será atingida.

Esse comprometimento com o prazo nos ajuda a concentrar os esforços na conclusão das metas e também na priorização de cada uma delas. O senso de urgência elimina as distrações.

Podemos descartar algum objetivo?

Quando analisamos se a nossa meta era atingível, já consideramos que alguns sonhos podem não estar no momento correto para a realização e que o melhor é guardá-los para outra hora.

Ao percorrermos por todos os atributos, podemos descartar mais alguns objetivos por não serem tão relevantes assim à nossa missão ou valores de vida. Não há problema em descartá-los, no fundo, eles não vão trazer o resultado esperado. 

Assim, é possível focar nos objetivos principais, nas metas SMART.

A realização do Sonho

Podemos dizer que transformamos nossos sonhos e objetivos em metas realizáveis e com datas previstas para acontecer. Fica até mais fácil visualizar esses sonhos se tornando realidade.

Este conceito é muito importante para organizar nossas metas, independentemente se são de curto, médio ou longo prazo.

Mas de nada adianta definir metas sem um plano de ação, não é mesmo? 

Por isso, precisamos planejar e executar as ações necessárias para alcançarmos os resultados esperados.

Quando um plano exige muitas etapas, ficando muito longe ou difícil de finalizá-lo, podemos dividi-lo em metas menores e mais rápidas de serem atingidas.

Também devemos comemorar cada pequena conquista, assim, renovamos as energias para conquistar as próximas etapas, nos aproximando da finalização.

Com Metas SMART, seus sonhos viram realidade e seus planos ganham acabativa.

Gostou deste conteúdo? Fique de olho porque sempre tem novidades por aqui, tratando sobre iniciativa, planejamento, organização, foco e, o mais importante: a acabativa.

Os sabotadores e a falta de Acabativa

Você é aquele tipo de pessoa que começa vários projetos, mas tem dificuldade de finalizá-los? No âmbito profissional, a tal inovação da sua equipe que nunca acontece ou os resultados que não aparecem? E em questões pessoais, aquele projeto da casa nova, o emagrecimento que sempre fica pra depois, o novo relacionamento que nunca é priorizado?

Isso é comum para muitos de nós e acontece porque nos sabotamos. Parece loucura pensar que nos impedimos de atingir aquele objetivo tão esperado ou até mesmo de evoluir, mas é a realidade.

Antes de entender porque isso acontece, gostaria de explicar o funcionamento do cérebro humano, que é formado por 3 partes:

  • Cérebro Reptiliano – é o nosso “sensor” de proteção, tem como característica a garantia da sobrevivência, além de ser responsável pela regulação das funções e sensações primárias como fome, sede, sono, entre outras. Por conta dele, em situações de perigo temos reações como paralisia, fuga ou ataque.
  • Cérebro límbico –  é o responsável por controlar o comportamento dos indivíduos. É o nosso lado emocional.
  • Neocórtex –  é a parte pensante, onde os raciocínios são gerados e informações armazenadas. É responsável pelo nosso lado racional.

Entendendo um pouco mais como funciona nosso cérebro, quando nos vemos em situação de risco ou perigo, o reptiliano e o límbico entram em ação, ativando também nossos Sabotadores.

Porque nos sabotamos

Nós nos sabotamos sem perceber, justamente porque nossa mente tenta nos proteger de algo que aparenta trazer algum risco.

Os Sabotadores são os nossos guardiões que nos ajudam a sobreviver física e emocionalmente. São padrões mentais ou comportamentos que têm a intenção de proteção, mas se exagerados, se tornam muito fortes a ponto de nos atrapalhar.

Um exemplo disso é quando uma pessoa perseverante vira insistente ou teimosa, ou quando alguém cauteloso passa a ser medroso.

Por isso, é importante entender o que nos sabota.

Os 10 Sabotadores

Todos nós temos dez Sabotadores, independente se estão fortes ou não. Afinal, como já dito, em baixa proporção, eles são positivos e podem nos trazer bons resultados. Mas é preciso identificar aqueles que estão fortes, que correm o risco de nos sabotar.

Crítico

O Crítico é o principal Sabotador e todos nós temos um pouco dele. Ele é responsável por acharmos defeito em nós mesmos, nos outros e em nossas condições e circunstâncias. Ele pode trazer sentimentos de decepção, raiva, frustração e sensação de fracasso.

O Crítico geralmente se junta a pelo menos mais um ou dois Sabotadores, intensificando a sabotagem. 

Insistente

A pessoa com alto índice de insistente é muito perfeccionista e gosta das coisas em ordem, com muita organização.

Prestativo

O prestativo é aquele que, em alto índice, faz com que a pessoa busque sempre a aceitação e afeto, fazendo o mesmo por outras pessoas, oferecendo ajuda.

Hipervigilante

A pessoa com o hipervigilante lá em cima possui uma ansiedade contínua e intensa, com medo dos perigos da vida e grande foco no que pode dar errado.

Inquieto

O Sabotador inquieto, em altos índices, faz com que a pessoa sempre busque novidades, mantendo-se sempre ocupado.

Controlador

A pessoa com alto índice de controlador tem a necessidade de centralizar e controlar tudo.

Esquivo

O Sabotador esquivo, quando está muito alto, faz com que a pessoa fuja de conflitos e tarefas desafiadoras.

Hiper-realizador

O hiper-realizador, em altos índices, deixa a pessoa dependente do desempenho e das realizações constantes para respeito próprio e autovalidação.

Vítima

A pessoa com alto índice de vítima chama a atenção com seu mártir, mostrando seu sofrimento.

Hiper-racional

O Sabotador hiper-racional, em altos índices, deixa a pessoa com foco intenso e exclusivo no processamento racional de tudo, incluindo relacionamentos.

Para que possamos realizar nossos objetivos e concluir nossos projetos, nossos Sabotadores precisam ser reconhecidos e enfraquecidos. E é possível identificar os mais fortes através da Avaliação de Sabotadores, uma ferramenta gratuita e que eu gosto de utilizar nos processos de coaching.

Então, reserve 5 minutos de atenção e foco, clique aqui e faça a sua avaliação para identificar seus Sabotadores mais fortes.

Seja muito sincero com você mesmo, assim o resultado será preciso e você conseguirá tomar as ações necessárias para enfraquecer seus principais Sabotadores.

Ao finalizar a avaliação, será gerado um relatório e um gráfico, vale a leitura com atenção para entendimento.

Como enfraquecer os Sabotadores

O ponto principal para enfraquecer nossos Sabotadores é que não devemos lutar contra ele. Se ficarmos aborrecidos ou com raiva quando Sabotador agir, estaremos ativando o líder dos Sabotadores: o crítico!

Para lidar melhor com isso, é preciso descobrir a intenção positiva de cada Sabotador e o que ele está tentando evitar. A partir daí, podemos trazer novos hábitos e comportamentos que o neutralizem.

A estratégia mais eficiente para enfraquecer nossos Sabotadores é simplesmente observando e rotulando os pensamentos ou sentimentos sabotadores todas as vezes em que forem identificados. Cada um pode agir em situações diferentes e podemos nos concentrar em enfraquecê-los no ambiente em que tem mais probabilidade de aparecer. 

Metáfora de Eckhart Tolle: o sabotador é como um boneco de neve gigante que derrete sob a luz da percepção consciente. Enfraquecer seus Sabotadores envolve expô-los à luz quente de percepção pela simples observação e rotulação deles quando aparecem.

O simples ato de observar e rotular um Sabotador pode enfraquecê-lo? Com certeza sim, porque os Sabotadores causam danos bem maiores quando trabalham escondidos sob o nosso radar, fingindo serem nossos amigos ou nós mesmos. Ao observá-los e rotulá-los, os desmascaramos e desacreditamos da voz deles.

O Sábio

O opositor dos Sabotadores é o Sábio. O Sábio representa a nossa parte mais profunda e inteligente. Ele tem acesso a cinco grandes poderes da nossa mente e nos mobiliza para encarar qualquer desafio:

  1. Ter empatia conosco e com os outros, levando compaixão e compreensão a qualquer situação;
  2. Explorar com grande curiosidade e mente aberta;
  3. Inovar e criar novas perspectivas e soluções fora dos parâmetros convencionais;
  4. Navegar e escolher um caminho que melhor se encaixe em nossos valores e missão mais profundos e básicos;
  5. Ativar e ter ações decisivas sem o tormento, a interferência e as distrações dos Sabotadores.

Quando a nossa mente age como se fosse nossa melhor amiga, é porque o Sábio assumiu o controle. 

Os Sabotadores e o Sábio são alimentados por regiões diferentes do cérebro e podem ser enfraquecidos ou fortalecidos, dependendo de que região é ativada.

Os sabotadores e a Acabativa

Viu só? Passamos esse tempo todo pensando que não concluímos projetos por não nos acharmos capazes, por preguiça, por não ser o momento certo, entre tantas outras desculpas. Mas a realidade é que nossos Sabotadores estão em ações e nem percebemos.

Por isso, precisamos enfraquecê-los para dar espaço aos pensamentos do Sábio, como: se não sei, vou aprender; vou fazer agora para ficar livre depois; está muito bom e pode até ficar melhor, mas vou ajustando com minha evolução.

Concluímos que os Sabotadores e a Acabativa não combinam. Precisamos aliar a Acabativa ao nosso Sábio!

Referência:

CHAMINE, Shirzad. Inteligência Positiva – 1ª ed. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Gostou deste conteúdo? Fique de olho porque sempre tem novidades por aqui, tratando sobre iniciativa, planejamento, organização, foco e, o mais importante: a acabativa.

Errar é uma oportunidade de aprender.

Você tem medo de errar? Muitas vezes, o que está por trás desse medo é a exposição, mostrar sua vulnerabilidade e as pessoas descobrirem suas falhas. E está tudo bem, todos somos capazes de acertar e errar o tempo todo.

Quando erramos, passamos a ter consciência das nossas escolhas, conseguimos enxergar o que nos levou a isso e temos a oportunidade de consertar, aprimorar e evoluir. Se continuamos a cometer os mesmos erros, é porque estamos no piloto automático e não conseguimos parar para essa análise ou não enxergamos nossas ações recorrentes como erradas.

Entrando em campo

Um jogador de futebol entra em campo sem saber se vai vencer o jogo, apesar de toda a coragem e força de vontade. Mesmo que, no decorrer da partida, ele e o técnico tracem novas estratégias, nem sempre o resultado é positivo.

Porém, independente do resultado, o jogador sempre sai de campo mais forte, mais preparado para o próximo jogo e assim por diante.

Por isso eu digo que se não nos arriscarmos, nunca saberemos se vamos acertar ou errar. E assim, deixamos de viver grandes oportunidades profissionais, amorosas, viagens incríveis, entre tantos outros sonhos.

Por mais que a gente saiba que é capaz, o medo de errar nos aprisiona. Mas o que podemos fazer para enfrentar esse medo?

Desafio

O grande desafio é entrar para o jogo sabendo que já temos o não e que vamos correr atrás do sim, do resultado positivo. Precisamos ter consciência que temos 50% de chances de vencer e as mesmas 50% de chances de perder.

Logo, deveríamos considerar os dois cenários, sabendo que podemos errar e em quais momentos isso pode acontecer (conhecendo nossas vulnerabilidades) e estarmos preparados para o que fazer caso isso aconteça.

Mais do que termos um plano B, comentado em nosso artigo anterior, conseguiremos olhar para nossos erros com menos emoção e mais razão, entendendo o que nos motivou a errar e traçar uma nova estratégia para acertar da próxima vez.

O lado positivo

Precisamos enxergar o lado positivo das coisas. Sim, até os piores erros possuem um lado positivo: o aprendizado.

O primeiro passo para a evolução é aprender com os erros. Precisamos arriscar estrategicamente, testar, treinar, treinar de novo e sempre.

Assim, um dia olharemos para trás e veremos quantos degraus já subimos na escada da vida. Degraus desiguais, tortuosos, doloridos muitas vezes, mas que foram vencidos com muita persistência, resiliência e foco, subindo cada vez mais rumo ao sucesso, à realização de um sonho, à conclusão de um projeto.

Sem movimento, não saímos do lugar.

Vamos imaginar como seriam nossas vidas se tudo desse certo, se só recebêssemos elogios, se tudo fosse simples e fácil? Para mim, seria entediante e acredito que para você também.

Somos seres movidos por desafios. Desde os primórdios, precisávamos ir à caça, nos arriscar para sobreviver. Com a vida moderna, os desafios são outros, mas são eles que nos motivam, nos fazem movimentar, nos provocam a sair da zona de conforto.

Parece redundante, mas é real: sem movimento, nós não saímos do lugar.

Conclusão

Errar não é errado. O problema maior é não arriscar ou desistir.

Muitos sonhos não se realizam porque nosso medo de arriscar, medo de errar ou medo de se expor nos paralisam. Quantos projetos não são concluídos, virando grandes enrolações ou ações recorrentes, o famoso “empurrando com a barriga”?

Precisamos olhar o lado positivo do erro, aprendermos com ele para evoluirmos sempre.

A coisa mais valiosa que você pode cometer é um erro. Não se aprende nada sendo perfeito. – Adan Osborne

Gostou deste conteúdo? Fique de olho porque sempre tem novidades por aqui, tratando sobre iniciativa, planejamento, organização, foco e, o mais importante: a acabativa.

Não estava em meus planos, e agora?

Há algum tempo estamos falando sobre a importância de termos iniciativa, foco e acabativa para nossos projetos. E que o planejamento e a execução são extremamente importantes para atingir nossos objetivos.

Inclusive, em nosso último conteúdo de blog, falamos que muitas vezes focamos demais nos resultados esperados, sem pensar que mais importante que a chegada, é a jornada!

Ainda pensando na jornada e em todas as fases da execução do planejamento, devemos levar em consideração as situações emergenciais. Aquela ação inesperada, aquela estratégia que foi desenhada de forma errada ou, até mesmo, a que parou de fazer sentido com o passar do tempo, atrapalhando o que foi planejado inicialmente.

Quando algo sai do planejado, é preciso parar e analisar o que deve ser feito para continuar. Continuar errado mesmo nos levará para outros resultados, diferentes dos esperados inicialmente. 

Antes de entrarmos no detalhe do que fazer em situações como essas, gostaria de passar por um conceito com vocês.

Fatores Internos e Externos

Você já ouviu falar de Análise SWOT ou FOFA?

A SWOT (FOFA em português) significa:  Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Ela é uma matriz onde são analisados fatores internos e externos.

As forças e fraquezas são fatores internos, aqueles que podemos controlar, mudar ou interferir. São as nossas qualidades e nossos defeitos como pessoas ou empresas. 

Já as oportunidades e ameaças são os fatores externos, aqueles que não podemos interferir, mas que possuem impacto direto em nossos negócios e em nós mesmos como: economia, clima, política, etc.

Apesar da grande importância da Matriz SWOT no planejamento, eu apenas a trouxe neste conteúdo para facilitar o entendimento de que tem coisas que podemos intervir tanto em nosso ser como na parte organizacional de uma empresa. E tem coisas que não dependem só de nós mesmos, como mudanças no mercado, acidentes, crise econômica e até mesmo uma pandemia 😦

Quando o fator é externo, muitas vezes não conseguimos mudar a causa do problema, mas conseguimos traçar trajetos diferentes, desvios planejados, para chegar no objetivo final.

O que fazer quando algo não sai como o planejado?

Imagino você se perguntando: “mas o que eu devo fazer quando acontece algo que não planejei?”. E eu te respondo que há 2 caminhos: o senso de urgência e a gestão de crise (antecipação de problemas).

Senso de Urgência

Quando um imprevisto acontece, a primeira coisa a se fazer é ativar o senso de urgência e tomar decisões imediatas para a resolução do problema, antes que ele gere maiores impactos. Para isso é preciso:

  • Parar tudo o que está sendo feito momentaneamente;
  • Dar um passo para trás para conseguir enxergar o todo;
  • Tomar uma ação imediata para correção ou ajuste do problema gerado;
  • Analisar o motivo que pode ter gerado esse problema e ajustá-lo:
    • se fatores internos, definir como corrigí-los;
    • se fatores externos, definir como contorná-los;
  • Verificar se é preciso reajustar as próximas etapas do plano;
  • Fazer imediatamente todos os devidos ajustes para retomar o projeto com agilidade.

Após a retomada do projeto, é preciso rever o que aconteceu e tirar aprendizados para traçar planos mais estruturados, evitando esses erros já cometidos. 

Também é importante traçar um plano de gestão de crise, considerando as ações tomadas e as demais que poderiam ter sido consideradas.

Gestão de Crise

A gestão de crise é um plano previamente definido e com ações imediatas para casos emergenciais, antecipando possíveis problemas. Assim, a situação fica mais simples de ser resolvida e os riscos de impactos no planejamento e resultados são reduzidos. Para isso, é preciso:

  • Identificar as causas de possíveis problemas, sendo de fatores internos ou externos –  fraquezas e ameaças;
  • Simular possíveis cenários de crise;
  • Estabelecer um plano emergencial, com as devidas ações para cada cenário, evitando maiores impactos;
  • Definir responsáveis por cada ação imediata;
  • Identificar oportunidades de recuperação para sair da crise;
  • Monitorar todas ações, garantindo a observação imediata caso algo emergencial aconteça.

Conclusão

Cada vez mais, vemos como o planejamento é importante para alcançar nossos resultados esperados. Porém, precisamos nos preparar para os resultados inesperados também.

Para isso, é válido considerarmos planos B e planos de gestão de crise. Sem contar com a alta mensuração de insumos – as sobras de tempo, dinheiro, etc. – para evitar desesperos e ter tempo hábil e clareza para a tomada de decisão correta, quando necessário.

Estar preparado para todos os momentos é um meio de vencer quase todas as dificuldades.

Gostou deste conteúdo? Fique de olho porque sempre tem novidades por aqui, tratando sobre iniciativa, planejamento, organização, foco e, o mais importante: a acabativa.

Mais importante que a chegada, é a jornada!

Em nosso último blog post, falamos sobre os resultados esperados e os caminhos que devemos percorrer para alcançá-los. Neste conteúdo, trago uma visão diferenciada ao planejamento e aos resultados esperados.

Ao planejar, costumamos definir metas e as transformamos em ações que nos levam ao objetivo final. E, muitas vezes, focamos apenas na chegada, esperando ser felizes quando chegarmos lá. 

Porém, devemos lembrar que aprendemos a dividir essas grandes metas em pequenas quick wins, de forma que sejam mais fáceis de serem conquistadas também para motivar a atingir a próxima.

O que faremos depois de atingir nossos objetivos?

No filme “Poder além da vida”, os protagonistas questionam sobre o que devemos fazer se não alcançarmos o resultado esperado e o que faríamos se alcançássemos. Antes de explorar um pouco mais sobre o filme e seus ensinamentos, gostaria de refletir esta questão com você.

Quantas vezes fomos atrás dos nossos objetivos com “unhas e dentes”, os conquistamos e depois eles perderam o encanto? O carro, que era dos sonhos e que hoje queremos trocar porque ele não atende mais nossas expectativas. O emprego naquela empresa renomada, que traria uma vida diferente e, de repente, percebemos que é um lugar igual aos demais. O amor da nossa vida, que não vem em um cavalo branco e, muitas vezes, nos mostra que também tem defeitos.

Enfim, parece que estamos sempre em busca da felicidade, não é mesmo?

E quando atingimos a “tal felicidade” ou o resultado esperado, parece que o encanto se acaba! E é exatamente sobre isso que o filme trata.

Filme “Poder além da vida”

Dan Millman (Scott Mechlowicz) é um ginasta olímpico que sofre um acidente com sérios ferimentos, colocando em risco também a sua carreira. Com o diagnóstico de não poder mais voltar a treinar, conhece Sócrates (Nick Nolte), que traz uma visão de mundo diferente ao atleta, fazendo vários questionamentos sobre a vida, sobre a vulnerabilidade, sobre as conquistas e, principalmente, sobre o aqui e agora.

Ao meu ver, este é um filme incrível e acredito que todos deveriam assistir para tirar seus próprios ensinamentos, por isso, não gostaria de dar tantos spoilers. Porém, algumas questões são importantes para nossa reflexão.

Em uma conversa, Sócrates diz para Dan que se não temos o que queremos, sofremos. E mesmo conseguindo o que queremos, também poderemos sofrer. Concluindo que, para mudar isso, é preciso amar o que se faz e não buscar a perfeição ou a vitória, pois o que vale é o aqui e agora, é o que temos que construir.

Vamos deixar a felicidade para o final?

Este filme traz algumas importantes lições, especialmente sobre a importância de viver o momento presente, prestar mais atenção às coisas, foco e disciplina. 

Sócrates é um excelente coach, que ajuda Dan a se conhecer, encontrar seus limites e melhorar seu comportamento. Algumas mensagens foram marcantes, como “conhecimento é diferente de sabedoria” e “o que você vai fazer se o seu sonho não for realizado?”. 

Alcançar as metas que nos esforçamos para atingir é, sem dúvida, um grande motivo de alegria. Entretanto, a felicidade verdadeira está dentro de cada um de nós. Por isso, o autoconhecimento é muito importante para entendermos nossos sentimentos e vivermos a felicidade em todos os momentos. Só assim, estaremos fortes para tornar nossos sonhos realidade. 

Nossa conquista deve ser diária, a cada passo, a cada acerto ou erro. Afinal, os erros são essenciais em nosso processo de crescimento e, se não os encararmos, reforçam nossas crenças limitantes e nos afastam de nossos objetivos. 

Quando a jornada virar o capítulo principal, a vitória será apenas uma consequência.

Conclusão

Saber onde queremos chegar é extremamente importante para a construção da nossa jornada. Como  seres sonhadores e ambiciosos, logo traçaremos outro caminho para uma nova jornada, depositando sempre a felicidade para o final. Dando espaço para a sensação de nunca sermos felizes ou sempre estarmos em busca da felicidade.

A felicidade deve morar dentro de cada um de nós e ser vivenciada em cada etapa da nossa jornada, não apenas no final.

“O maior valor da vida não é o que você obtém. O maior valor da vida é o que você se torna.” (Jim Rohn)

Gostou deste conteúdo? Fique de olho porque sempre tem novidades por aqui, tratando sobre iniciativa, planejamento, organização, foco e, o mais importante: a acabativa. 

Organização e produtividade: como alcançar os resultados esperados.

Sabe aquela sensação de trabalhar um dia inteiro, sem interrupções e, ao final do dia, você pensa: “nossa, estou cansado… mas o que eu fiz hoje?”. Ou pior, esta sensação se repete por uma semana, um mês ou até um ano.

Isso se resume a uma rotina desorganizada, onde passamos a maior parte do tempo fazendo apenas tarefas. Muitas vezes não reservamos um tempo saudável para se dedicar ao desenvolvimento estratégico, para aqueles projetos que realmente fazem a diferença e marcam nossa memória com resultados. É desses projetos que queremos lembrar!

Nossa dinâmica de vida, hoje em dia, é extremamente atarefada e temos que dar conta das entregas profissionais, familiares e pessoais. E ainda tem aqueles compromissos que assumimos imaginando que não impactam em nossa rotina.

Resultados de uma vida atarefada

De repente, nos vemos fazendo horas excessivas de trabalho, com dedicação profissional superior e à espera de resultados melhores. Além da dedicação com os serviços em casa, que nunca tem fim, afinal, estamos vivos e como diz o ditado “se há vida, há louça”.

Depois, surgem as frustrações, que muitas vezes se resumem na expectativa não atendida como: “meu trabalho não é reconhecido”, “meu marido não me ajuda”, “minha equipe não entrega”, “meu cliente não me contrata mais” ou até mesmo “eu poderia fazer mais”. Neste momento, nos identificamos com aquele hamster que fica horas correndo em sua rodinha, sem chegar a lugar algum.

Nem Hamster da Rodinha, nem Super Herói

É claro que os super heróis existem só nos quadrinhos, nas grandes telas e no streaming.

Mas, vira e mexe, nós queremos vestir uma capa e fazer nosso dia ser mais produtivo, não é mesmo?

Você sabia que algumas pessoas conseguem produzir muito mais com as mesmas 24 horas que todos nós temos? Inclusive, elas não usam capas e têm tempo pra dormir!

Essas pessoas, provavelmente, já passaram por tudo isso que acabamos de comentar e perceberam que precisavam mudar sua estratégia de vida para que, finalmente, conseguissem atingir seus resultados.

E isso é possível com organização, foco e algumas táticas práticas para conseguirmos gerenciar melhor nosso tempo e garantir maior produtividade.

Como ser mais produtivo?

Quando nós planejamos o que queremos, priorizamos o que traz resultados e gerenciamos nosso tempo, evitando distrações e procrastinação. Aí o resultado vem como consequência.

Planejamento

Antes de iniciarmos uma jornada, precisamos saber onde queremos chegar. Por isso, todo planejamento começa com a definição de um objetivo. Não importa se o planejamento é de carreira, de vida, de relacionamento, financeiro ou até mesmo corporativo. 

Com a ciência do nosso objetivo e dos nossos resultados esperados, analisamos todas as opções de caminho a serem percorridas. É importante definirmos o caminho que melhor atende a nossa necessidade, de preferência de forma ética e otimizada.

Cada etapa desta jornada deve ser considerada, evitando conclusões rasas ou gaps no processo.

Foco

Agora que sabemos para onde ir e qual caminho percorrer, precisamos ajustar nosso foco. As distrações vão aparecer, tentando nos atrasar ou até mesmo alterar a rota para destinos diferentes. Nós podemos recalcular a rota sempre que for necessário, mas não podemos nos afastar do nosso objetivo desenhado no começo do planejamento.

Uma forma de manter o foco é aprendendo priorizar as atividades por níveis de importância e sabendo gerenciar o próprio tempo.

Priorização

Você já ouviu falar da Tríade do Tempo? 

Com esta ferramenta é possível priorizar nossas tarefas e gerir nosso tempo, focando em resultados otimizados.

Ela, basicamente, se refere a diferenciar nossas atividades por níveis de importância, como Importantes, Urgentes e Circunstanciais. 

As tarefas importantes são as mais estratégicas. São aquelas que devemos fazer, geralmente de forma ágil, e que trarão os resultados esperados.

As tarefas urgentes são aquelas que temos que fazer. Geralmente fazemos com pressa e sem garantia de bons resultados. Muitas tarefas importantes passam a ser urgentes por negligência.

E as tarefas circunstanciais, são aquelas com menor importância, que muitas vezes não trazem resultados e nos atrasam, tirando do foco principal. Estas tarefas podem ser facilmente delegadas.

Gestão do Tempo

Imagino você se perguntando: “muito legal essa priorização, mas e a gestão do tempo?”. O diferencial dessa ferramenta está no tempo dedicado a cada nível de importância das tarefas. 

Devemos dedicar 70% do nosso tempo para as tarefas importantes, as atividades estratégicas. Cuidado para não procrastiná-las e fazê-las virarem urgentes. 

Dos 30% do nosso tempo restante, 20% pode ser dedicado às tarefas urgentes e que devem ser resolvidas de imediato. 

E apenas 10% é dedicado para aquelas tarefas circunstanciais, que nem lembraremos que fizemos, mas que consumiram muito nosso tempo e energia.

Conclusão

Conseguimos entender o porquê estávamos sentindo um desequilíbrio entre dedicação e resultados. As tarefas circunstanciais estavam tirando nosso foco e nos distanciando dos nossos principais objetivos.

Agora, com planejamento, foco, priorização e gestão do tempo, podemos recalcular nossa rota para aqueles resultados esperados iniciais. 

Então, analise todos os caminhos a serem percorridos, faça escolhas estratégicas, ágeis e éticas. Revise todas as etapas da sua jornada e boa viagem rumo ao seu sucesso!

Coaching para Acabativa

Eu apresento o Método Acabativa através de palestras e treinamentos para empresas e dos conteúdos que publico aqui no blog e nas redes sociais.

Além disso, é possível aplicar o Método Acabativa através do coaching! Este é um trabalho individual e personalizado, onde o método é aplicado em conjunto com as ferramentas tradicionais de coaching, PNL e Hipnose.

Veja o depoimento de Karina Lima, que passou pelo processo de coaching em 2020:

“Há aproximadamente 1 ano, quando ainda podíamos nos reunir e realizar eventos, tive o prazer de conhecer a Karla Pierri e ela me apresentou o método de Coaching para Acabativa.

Após algum tempo, senti um incomodo emocional e, na mesma hora, desenvolvi um plano de ação para converter aquela situação. Foi ali que eu percebi que precisava mais do que terapia, mas de um processo para colocar em prática tudo o que já havia aprendido com outras Coaches incríveis que conheci anteriormente.

Como a Karla trazia esse método de acabativa, senti que seria um diferencial, porque eu sabia o que fazer, mas não conseguia chegar no meu “objetivo final”.

Assim, iniciamos nosso processo (“nosso” porque sinto que foi uma construção conjunta)!

Mais do que ferramentas, a Karla me desafiou!

Fizemos muitos testes, os resultados foram sempre voltados para a Comunicação e para a Arte. E, assim, ela me encorajou a olhar para a arte como parte da trilha da minha carreira. Como é algo pouco explorado, a caminhada é mais a longo prazo, mas a caminho da minha realização completa.

Conseguimos comprovar, pra mim mesma, o quanto sou capacitada profissionalmente e uma líder nata, começando a entender meu papel na sociedade e no mundo corporativo. Com este processo, também entendi que não tenho um “objetivo final”. Sempre podemos mudar nossos objetivos e planos, “ajustando a rota” para o caminho que melhor agrada.

Karla, muito obrigada por tudo, sou extremamente grata por nossa caminhada!”

A Regra dos 2 Minutos

Sabe quando você abre sua lista de tarefas do dia e se depara com uma super rápida?

Saiba que isso é bem comum. Você lembra que precisa fazer um exame e coloca na agenda: marcar o exame no laboratório. Ou recebe um boleto para pagamento na semana seguinte e coloca na agenda: pagar o boleto X.

Você executa e pensa: “puxa, se eu tivesse feito na hora que coloquei a tarefa na lista, teria concluído esse item antes!”. Na prática, você teria economizado tempo.

Hoje trago para você uma dica que vai te ajudar a poupar tempo e ter mais Acabativa: a regra dos dois minutos.

Essa regra foi descrita por David Allen, criador do método GTD (Getting Things Done) e autor do livro “A arte de fazer acontecer”. Aqui na Acabativa nós utilizamos muitas técnicas do GTD e a regra dos dois minutos é uma delas.

A regra diz:

“Se você precisa fazer algo que leva menos de dois minutos, faça agora!”.

  • Lembrou que precisa ligar para seu primo e perguntar que horas começa a festa da sua tia? Liga agora!
  • Recebeu o boleto do aluguel que vence na próxima semana? Programe agora o pagamento para a data do vencimento.
  • Precisa agendar uma reunião com seu cliente? Fale com ele agora!

Imagine sua agenda sem aqueles compromissos “agendar a consulta” ou “levar o lixo”…

Certamente vai liberar espaço para atividades mais importantes e que podem trazer mais resultados no futuro.

Lembre-se: só deixe uma atividade para outro momento em três casos:

  1. Vai demorar mais que 2 minutos para terminar
  2. Você tentou agora e não conseguiu
  3. Você não está no lugar certo ou não tem algum recurso necessário para executar a tarefa

Se você está em casa e o telefone do cliente está no trabalho ou se você está no trabalho e o app do banco está no computador de casa, por exemplo. Ou então você tentou ligar para o seu cliente e ele não pode falar no momento. Nessas situações não há o que fazer se não adiar, né?

Espero que você aproveite a dica e aplique a regra dos dois minutos no dia a dia. Você vai ver, parece mágica! De repente até sobrou tempo para assistir a uma série sem culpa 😀

Desejo x Força de Vontade

Sempre que desejamos criar um hábito ou mudar um comportamento, contamos com a nossa força de vontade. É ela que nos ajuda a planejar, a tomar decisões e a executar as ações. É uma manifestação consciente, ou seja, nós temos ciência e clareza sobre ela.

A partir da força de vontade nós estabelecemos um objetivo e traçamos um plano de ação para alcançá-lo. Temos então tudo o que precisamos para ter sucesso no nosso projeto, não é?

Começamos bem, prosseguimos bem. Tudo está dando certo. Aí de repente… tudo pára.

Não temos Acabativa! Passamos a procrastinar, deixamos as atividades do projeto de lado, nos distraímos com coisas que não são importantes. Perdemos o foco e a motivação.

Então pensamos: “Como isso pode acontecer? Eu sei o que eu quero, sei como chegar lá, tenho tudo planejado… por que não consigo?”.

Porque a força de vontade não é tudo!

Recentemente eu ouvi uma frase que resume bem isso:

“A força de vontade consciente jamais ganha do desejo inconsciente.”

Isso significa que, por mais que eu queira com toda a minha força de vontade, eu só vou conseguir se esse for o meu desejo, se inconscientemente eu também quiser aquilo.

O desejo é um componente que não está na nossa consciência. Ele nos é desconhecido, não temos ciência dele porque ele está no nível inconsciente (ou subconsciente, como usam alguns teóricos).

Uma parte de nós é consciente e quer algo. Outra parte de nós é inconsciente e deseja algo.

Para que um projeto, um objetivo ou um sonho dê certo, as duas partes precisam estar alinhadas, ou seja, precisamos querer e desejar a mesma coisa.

E quando há um conflito?

  • “Quero ser promovido, mas desejo ter tempo livre com a minha família”.
  • “Quero emagrecer, mas desejo aquele doce.”
  • “Quero fazer atividade física, mas desejo dormir um pouco mais.”
  • “Quero estudar, mas desejo maratonar uma série.”

Sabe quem ganha? O desejo, sempre!

Por isso antes de estabelecer um objetivo você precisa refletir sobre a seguinte pergunta: “O que eu ganho se não atingir esse objetivo?”.

Pode ser que a sua primeira resposta seja “nada, eu não ganho nada se não atingir o objetivo”. Pense bem, reflita sobre isso. Você vai encontrar um ganho, sempre.

Esse ganho vem em forma de conforto, de fazer algo mais legal, de não ter que lidar com uma tarefa difícil. Essas recompensas são imediatas e muitas vezes irresistíveis.

Não há força de vontade que consiga vencer essas recompensas porque geralmente nossos objetivos não serão conquistados agora. A gente precisa adiar nossa recompensa e nosso inconsciente não gosta disso. Ele quer a recompensa agora!

O que podemos fazer para que o desejo e a força de vontade estejam alinhados?

O primeiro passo é identificar os ganhos respondendo à pergunta: “o que eu ganho se meu objetivo não for realizado?”. É preciso ter consciência das recompensas imediatas e irresistíveis.

O segundo passo é buscar outras formas de obter a mesma recompensa, sem ter que abrir mão do objetivo. Se minha recompensa imediata é ter momentos de lazer assistindo a uma série, eu posso combinar com meu inconsciente que vou assistir à série desde que cumpra determinada tarefa. Isso aumenta as chances de atender a um desejo e atingir um objetivo.

É importante ficar atento aos momentos onde o conflito aparece: quando parece que algo começa a dar errado ou está nos desviando do caminho.

Respeite e procure atender aos seus desejos, especialmente se eles não estiverem alinhados com sua força de vontade. Esse é um dos segredos para ter Acabativa e assim concluir seus projetos e atingir seus objetivos.